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A primeira coisa que alguém faz quando leva um pé na bunda, é querer ter o gosto de fazer isso de volta. Dizer que nem uma ‘recalcada’: - Agora que perdeu, vai dar valor. Já perdi as contas de quantas vezes eu li textos e mais textos que pareciam concorrer pra suicida que não tem coragem de se matar. Todos bem ridículos com uma pitada de bom humor, porque todo poderiam virar letras de pagode. A intenção com toda certeza desse pequeno experimento é só fazer uma daquelas coisas da famosa frase “Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”. Achava que era a Isabel de “Marca de uma lágrima”, eu sempre me preocupava com o amor romântico, embora nunca tenha assistido muito filmes de princesas ou gostasse de filmes com casais apaixonados. Eu só descobri diário de uma paixão quando meu ex-namorado gay colocou pra a gente assistir.

Sei lá, mesmo agora… eu nunca me entendi.

Eu sou uma pessoa muito sentimental. Mas são poucos os que sabem disso.
Querido John.   (via viver-r)
Tem dias que é preciso vestir a roupa de adulto e atravessar a rua segurando bem forte a mão da vida.
Clarissa Corrêa. (via gratificante)
Se eu soubesse que perderia o sono, teria ligado antes. Primeiro porque eu precisava acordar, depois porque eu acreditava que havia mesmo o que pensar, porque havia o que saber, porque havia pelo o que perder o sono(…)
As pessoas sempre te cobram o que normalmente elas não tem, como se fosse obrigação sua suprir uma necessidade dela a qual você não escolheu.  E foi assim com as perguntas cada vez mais frequentes, que a minha ausência sucedia por muitas vezes do que os questionamentos respondidos.
Eu sempre ria, era inerente meu o desconcerto e risos que me faziam admitir estar mentindo ou enganando. E  eu não conhecia se não os meus, embora tentasse, ficando apenas com aquela sensação de que havia alguma coisa desconcertada e um causar de sentir nojo ou enjoos imaginários.
A faculdade com que o espírito cria fantasias nessa hora poderia ser cruel, vendo cada minucioso detalhe, fazendo com que nem a verdade pudesse ser tão completa. Era fácil diminuir a expressões certas e trocar por olhos cansados, sentir um aperto, mas não saber o que está fazendo ali.
Eu nunca consegui fingir sentir, sempre foi difícil me importar até mesmo quando eu queria. Por esse motivo, eu só queria voltar a pensar nas minhas manhãs, enquanto era bom não importar com nenhuma noite cercada de homens e mulheres. Enquanto cada sentimento me deixava menos despreocupada e me afastava daquilo eu amei.
Seria apenas uma paixão, seria romantismo da minha parte dar continuidade apenas por covardia do fim?

Se eu soubesse que perderia o sono, teria ligado antes. Primeiro porque eu precisava acordar, depois porque eu acreditava que havia mesmo o que pensar, porque havia o que saber, porque havia pelo o que perder o sono(…)

As pessoas sempre te cobram o que normalmente elas não tem, como se fosse obrigação sua suprir uma necessidade dela a qual você não escolheu.  E foi assim com as perguntas cada vez mais frequentes, que a minha ausência sucedia por muitas vezes do que os questionamentos respondidos.

Eu sempre ria, era inerente meu o desconcerto e risos que me faziam admitir estar mentindo ou enganando. E  eu não conhecia se não os meus, embora tentasse, ficando apenas com aquela sensação de que havia alguma coisa desconcertada e um causar de sentir nojo ou enjoos imaginários.

A faculdade com que o espírito cria fantasias nessa hora poderia ser cruel, vendo cada minucioso detalhe, fazendo com que nem a verdade pudesse ser tão completa. Era fácil diminuir a expressões certas e trocar por olhos cansados, sentir um aperto, mas não saber o que está fazendo ali.

Eu nunca consegui fingir sentir, sempre foi difícil me importar até mesmo quando eu queria. Por esse motivo, eu só queria voltar a pensar nas minhas manhãs, enquanto era bom não importar com nenhuma noite cercada de homens e mulheres. Enquanto cada sentimento me deixava menos despreocupada e me afastava daquilo eu amei.

Seria apenas uma paixão, seria romantismo da minha parte dar continuidade apenas por covardia do fim?

- As pessoas me deixam doente. Falei com tanta convicção que aposto que realmente fiquei só por conta disso.

Resumindo eram 34 visualizações que me fizeram ligar pra ele. – Eu te odeio. Aquilo não era lá uma hipérbole ou um jeito de chamar a atenção, eu realmente o odiava. Já havia mais de um mês em que pedira pra ele sumir depois daquelas desculpas tardias non-sense. Fiquei mais do que o tempo previsto discutindo o que eu havia feito de errado, se havia feito. – Seu título, aquela frase. Talvez eu não devesse então ter assistido as aulas de história e ter parafraseado qualquer frase que terminaria com estrela e cortado pela metade. Talvez a minha prima não devesse ter vinte e cinco anos e estar desesperada pra arranjar alguém, porque segundo a todos isso todas estava muito difícil.

Resolvi respirar fundo acreditar no que ele havia dito – não é nada, são apenas visualizações. Fiquei pensando – Acho que você não está fazendo seu trabalho certo. Era ridículo afinal, depois de um tempo ele quase não falava comigo ou era muito rapidamente como se não importasse muito que eu fosse dizer. Eu nunca havia aceitado que as conversas tivessem se perdido, de ter me tornado a quarta da fila enquanto as três primeiras oscilavam entre si.  Durante muito tempo pareci como uma criança replicando atenção dos pais, afinal eram três anos mal acostumados. Porque por mais que eu dissesse não foi lá um namorado ruim, só não sabia ser nada, além disso(…)

Acabaram as conversas e as risadas por qualquer bobagem. Acabaram as manhãs, tardes e noites deitada explicando qualquer coisa que só ele podia entender. Acabou qualquer vínculo ao ponto de não importar mais, as lembranças haviam virado remorso. No final, era só ter perdido alguém muito importante. Alguém que passaria na rua e se alguém me perguntasse – Você o conhece? Eu poderia responder com um clichê – Não mais. Ou simplesmente passaria um outro clichê de filmes na minha cabeça que somente a gente saberia e agora não valem mais.

A propósito não sobrou nenhuma boa.

Começou a tocar “Não vou me adaptar” uma composição do Arnaldo Antunes interpretada por Nando Reis que eu cismava de chamar pelo o suposto nome. Fernando cantava que não entra nas roupas que cabia antes, que não enchia a casa de alegria, que não iria se adaptar. Talvez eu tivesse me identificado mais com a música se não fosse a parte ele fala de barba grande, porque Fernando tinha uma barba ruiva protuberante e eu não, ainda bem.
Eu poderia simplesmente escrever “odeio a zona sul – parte 3”, mas a culpa não era daqui, era só de toda essa gente espalhada em qualquer lugar, ao que tudo indicava a culpa era minha. Envolvia-me demais com o que as pessoas pensavam mesmo que não eu levasse nada em consideração. É contraditório explicar que ao mesmo tempo em que me enraivecia era condescendente, de alguma forma eu tinha vontade de reagir, mas acreditava no fundo que não podendo mudar nada, era “o maior desgaste”.
“Tem gente que se emociona com uma flor desabrochando”, tá não era bem assim, mas tenho que admitir que ficasse com os olhos rasos d’água por uma velha de andador atravessando a rua. Passei uma hora fora, tomei o mesmo caminho e ela ainda tava quase que no mesmo quarteirão.  Nunca fui de me preocupar com esse tipo de coisa, velhos, crianças, qualquer coisa que tivesse um estatuto. Só que esse tipo de coisa sempre me vinha à cabeça quando o assunto eram carros, dinheiro e toda essa palhaçada que eu deveria lidar porque alguém humano inventou.
De repente tudo era problema e não eram deles, era meu(…) Porque eu não vou me adaptar.

Começou a tocar “Não vou me adaptar” uma composição do Arnaldo Antunes interpretada por Nando Reis que eu cismava de chamar pelo o suposto nome. Fernando cantava que não entra nas roupas que cabia antes, que não enchia a casa de alegria, que não iria se adaptar. Talvez eu tivesse me identificado mais com a música se não fosse a parte ele fala de barba grande, porque Fernando tinha uma barba ruiva protuberante e eu não, ainda bem.

Eu poderia simplesmente escrever “odeio a zona sul – parte 3”, mas a culpa não era daqui, era só de toda essa gente espalhada em qualquer lugar, ao que tudo indicava a culpa era minha. Envolvia-me demais com o que as pessoas pensavam mesmo que não eu levasse nada em consideração. É contraditório explicar que ao mesmo tempo em que me enraivecia era condescendente, de alguma forma eu tinha vontade de reagir, mas acreditava no fundo que não podendo mudar nada, era “o maior desgaste”.

“Tem gente que se emociona com uma flor desabrochando”, tá não era bem assim, mas tenho que admitir que ficasse com os olhos rasos d’água por uma velha de andador atravessando a rua. Passei uma hora fora, tomei o mesmo caminho e ela ainda tava quase que no mesmo quarteirão.  Nunca fui de me preocupar com esse tipo de coisa, velhos, crianças, qualquer coisa que tivesse um estatuto. Só que esse tipo de coisa sempre me vinha à cabeça quando o assunto eram carros, dinheiro e toda essa palhaçada que eu deveria lidar porque alguém humano inventou.

De repente tudo era problema e não eram deles, era meu(…) Porque eu não vou me adaptar.

- Girls Just Wanna Have Fun? Girls are pain in the ass.
- Minha epifania na aula de física, obrigada Kepler.
Não sei se o mundo dela gira em torno dele, mas era dele que ela falava definitivamente. Aquilo de alguma forma me incomodava, então eu deveria pensar se a palavra livre se encaixava ainda ou não a mim? Encaixava, porque se não encaixasse não seria incomodo, seria mais como um enjoo matinal durante todo o dia.
E diziam: - Quando você encontrar ele vai estar tranquila. Mentira! Não porque ele era importante como eu sempre vivia dizendo, mas porque nada me deixava tranquila. Eu tava solteira e isso era quase como um atestado de – oi, ninguém me quer. O que era uma palhaçada porque sempre fui – oi, não quero ninguém, obrigada sociedade. Sempre lembrava de uma comunidade do Orkut escrito “complexo de Greta Garbot, deixe-me só”. Era quase com uma filosofia de vida sociopata e ridícula, mas qual filosofia não era?
Existiam diferentes tipos de atração e ninguém preenchia tudo. Não sei, não tenho paciência sabe? Para saídas e toda aquela melação, achava uma coisa de viadinho, principalmente em mim. Não era o tipo de pessoa hipócrita que dizia – suas viadas e depois ficava – Ai gente, ele me ligou ontem. E mesmo que falasse, enjoava de mim mesma, o que dava veracidade ao papel de dizer “não é você, sou eu”.
- Você é muito complicada, eles diziam ou poderiam falar “nossa, isso não é normal e você vai acabar sozinha se continuar desse jeito”. Como se estivéssemos em pleno século XIX e eu devesse ser agradável para conseguir um marido. Como se estar sozinho fosse uma coisa ruim, como se escolher lidar consigo mesmo fosse realmente um problema.
Todo mundo tentava me convencer que eu pensava de uma maneira errada e viviam me colocando em papeis esdrúxulos de comedias românticas. Comparavam-me a loira revoltada de “10 coisas que eu odeio em você” ou a Summer de “500 dias com ela”. Muitas vezes nem interpretava a menina e assumia o personagem homem quase sempre um filho da puta.
Eu achava engraçado, mas a certo modo não é uma coisa muito legal quando te apontam o dedo por pensar diferente, por não ser a menininha que deita no travesseiro sonha ou chora.
- Mas até parece que eu não escuto problema desse tipo do seu lado.
- De mim? Eu não tenho problemas, só porque eu faço terapia toda sexta-feira à tarde?  Eu não tenho problemas, eu dizia rindo.
- Fulano é um problema.
Se você pensar todos os homens eram, queria saber porque essa necessidade de dizer que eu tinha problemas, Fulano não era um problema, era uma diversão. Era tão difícil qualquer uma delas sair sem se apaixonar e decidir que tinham alguma coisa pra resolver? – Não é normal que você não passe do segundo encontro. Porque o normal deve ser sair suspirando e cantarolando canções apaixonadas como em um musical, certo?

- Girls Just Wanna Have Fun? Girls are pain in the ass.

- Minha epifania na aula de física, obrigada Kepler.

Não sei se o mundo dela gira em torno dele, mas era dele que ela falava definitivamente. Aquilo de alguma forma me incomodava, então eu deveria pensar se a palavra livre se encaixava ainda ou não a mim? Encaixava, porque se não encaixasse não seria incomodo, seria mais como um enjoo matinal durante todo o dia.

E diziam: - Quando você encontrar ele vai estar tranquila. Mentira! Não porque ele era importante como eu sempre vivia dizendo, mas porque nada me deixava tranquila. Eu tava solteira e isso era quase como um atestado de – oi, ninguém me quer. O que era uma palhaçada porque sempre fui – oi, não quero ninguém, obrigada sociedade. Sempre lembrava de uma comunidade do Orkut escrito “complexo de Greta Garbot, deixe-me só”. Era quase com uma filosofia de vida sociopata e ridícula, mas qual filosofia não era?

Existiam diferentes tipos de atração e ninguém preenchia tudo. Não sei, não tenho paciência sabe? Para saídas e toda aquela melação, achava uma coisa de viadinho, principalmente em mim. Não era o tipo de pessoa hipócrita que dizia – suas viadas e depois ficava – Ai gente, ele me ligou ontem. E mesmo que falasse, enjoava de mim mesma, o que dava veracidade ao papel de dizer “não é você, sou eu”.

- Você é muito complicada, eles diziam ou poderiam falar “nossa, isso não é normal e você vai acabar sozinha se continuar desse jeito”. Como se estivéssemos em pleno século XIX e eu devesse ser agradável para conseguir um marido. Como se estar sozinho fosse uma coisa ruim, como se escolher lidar consigo mesmo fosse realmente um problema.

Todo mundo tentava me convencer que eu pensava de uma maneira errada e viviam me colocando em papeis esdrúxulos de comedias românticas. Comparavam-me a loira revoltada de “10 coisas que eu odeio em você” ou a Summer de “500 dias com ela”. Muitas vezes nem interpretava a menina e assumia o personagem homem quase sempre um filho da puta.

Eu achava engraçado, mas a certo modo não é uma coisa muito legal quando te apontam o dedo por pensar diferente, por não ser a menininha que deita no travesseiro sonha ou chora.

- Mas até parece que eu não escuto problema desse tipo do seu lado.

- De mim? Eu não tenho problemas, só porque eu faço terapia toda sexta-feira à tarde?  Eu não tenho problemas, eu dizia rindo.

- Fulano é um problema.

Se você pensar todos os homens eram, queria saber porque essa necessidade de dizer que eu tinha problemas, Fulano não era um problema, era uma diversão. Era tão difícil qualquer uma delas sair sem se apaixonar e decidir que tinham alguma coisa pra resolver? – Não é normal que você não passe do segundo encontro. Porque o normal deve ser sair suspirando e cantarolando canções apaixonadas como em um musical, certo?